I hear and I forget. I see and I remember. I do and I understand.

De um despretencioso cafezinho sobre a cultura pernambucana, o maracatu e Nazaré da Mata, a um dos maiores desafios da Fina. A idéia era só conhecer Siba, mas, o Tropenmuseum acabou conhecendo a Fina Produção como um todo.

Depois de receber o perfil do profissional que eles procuravam, li aquelas páginas algumas vezes. Na primeira, achei que tinha na minha frente um tratado sobre o que é ser um produtor do mais alto nível. Na segunda vez, já achei que não poderia dar conta, mas, na terceira vez tava lendo em conjunto com minhas parceirinhas na Fina, Pérola e Isa, e os olhos de ambas brilharam e veio então a decisão: porque não?

A Fina está, desde então, fazendo a produção da exposição Mix Max Brazil e é a representante local do Tropenmuseum Jr. para todos os assuntos do projeto.

Este museu fica em Amsterdam, é especializado em crianças entre 6 e 13 anos e depois de ter realizado algumas exposições sobre China, Mumbai, Ghana, Bolívia, Austrália, entre outros, resolveram dedicar 4 anos de suas vidas ao Brasil. Sim, 4 anos, um e pouco de produção e pesquisa e dois e meio de exposição. A Mix Max Brazil ficará em cartaz entre 2012 e 2015. Neste período, cada criança que entrar no museu entrará num pedaço do Brasil, a forma como o espaço inteiro é vestido é impressionante e o mais bacana do conceito é que, apesar de ser num museu, nada é estático, nada é parado. As crianças fazem uma imersão no ambiente brasileiro, com foco em Pernambuco. De cozinhar tapioca a dançar, tecer, fazer xilogravuras, tudo elas devem experimentar para que seja algo memorável. O slogan do Museu é: “I hear and I forget. I see and I remember. I do and I understand”.

A Mix Max Brasil traz a sensível e hábil curadoria de Liesbet Ruben, holandesa fascinante que consegue ver o brilho de todas as coisas, mesmo que no escuro. A curadoria dela tem trazido para a Fina diariamente um novo aprendizado, é extremamente sagaz e tudo que é pensado não tem nem de longe cara de universo infantil, o que nos deixa ainda mais intrigadas. Mas, como mãe que sou, sei perfeitamente que quando quero impulsionar meu filho para outro ambiente, e buscar nele um interesse e perspicácia, sei que não é mostrando mickeys ou bakugans, e sim algo muito mais subjetivo, mais subliminar, definitivamente as impressões dele são sempre muito mais surpreendentes do que quando ele opera na atmosfera do óbvio.

As crianças holandesas terão a oportunidade de ver um Brasil e um Pernambuco que as daqui não têm. Sob o olhar aguçado de uma curadoria e de uma cenografia – Aby Cohen- bem distintas, inusuais, mas, extremamente lúcidas. Para a Fina, resta acompanhar esse processo como quem acompanha aula de doutorado e produzir tudo, tudo mesmo que sai da cabeça da dupla. Colocar os ítens num container gigante, em navio rumo ao porto de Roterdam e, claro, vez e outra, pois não somos blasés, sugerir novas idéias, novas imagens, novas texturas, contribuindo com elas.
Estamos todas curtindo esse desafio.

Exposição sobre a China no Tropenmuseum Jr.

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